Semana Bíblico-Litúrgica refletiu sobre o Evangelho de São Mateus

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O Secretariado Diocesano da Liturgia de Viana do Castelo promoveu, entre os dias 13 e 15, a VI Semana Bíblico-Litúrgica, uma iniciativa dedicada ao aprofundamento da Sagrada Escritura e da sua ligação à vida litúrgica da Igreja. As sessões decorreram no Centro Pastoral Paulo VI, em Darque, Viana do Castelo, e foram orientadas pelo Pe. Domingos Areais.

A escolha do sacerdote como orientador da iniciativa resultou, em primeiro lugar, do contacto com a sua obra publicada. Com uma bibliografia marcada pelo rigor científico e por uma linguagem acessível, o Pe. Domingos Areais tem-se destacado pela capacidade de comunicar conteúdos bíblicos de forma pedagógica, simples e cativante, promovendo um crescimento sustentado no conhecimento da fé cristã e na relação pessoal com Jesus Cristo.

Pesou também, na decisão, o seu percurso missionário. Durante cinco anos, o sacerdote foi missionário no Japão, tendo exercido ministério nas paróquias de Takatsuki e Ibaraki, na Diocese de Osaka. Uma experiência vivida à luz do mandato missionário — “Ide, fazei discípulos de todos os povos” (Mt 28, 19) — que marcou o seu trajeto pastoral e que contribuiu para o convite que lhe foi dirigido para acompanhar esta semana de formação.

Ao longo de três dias, a Semana Bíblico-Litúrgica foi estruturada em torno do Evangelho segundo São Mateus. No primeiro encontro, o Pe. Domingos Areais apresentou uma visão geral do Evangelho, abordando a sua estrutura, autoria e datação, sublinhando a ligação profunda entre o texto mateano e o Antigo Testamento, tendo em conta o seu destinatário judeo-cristão.

No segundo dia, a reflexão centrou-se no Sermão da Montanha (Mt 5–7), com particular atenção às Bem-aventuranças. A sessão incluiu, ainda, uma leitura orante e aprofundada do Pai-Nosso (Mt 6, 9-13), inspirada na afirmação do Papa Bento XVI de que “quem reza nunca está só”.

O último dia foi dedicado aos milagres no Evangelho de São Mateus. Em sintonia com o caminho jubilar vivido pela Diocese de Viana do Castelo, o sacerdote propôs uma leitura da parábola do fermento (Mt 13,33), destacando o seu significado para a vida cristã e para a missão da Igreja no mundo contemporâneo.