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D. João Lavrador reforça papel dos cursilhos na evangelização durante sessão da Escola do MCC
D. João Lavrador foi palestrante da 4ª sessão da Escola do Movimento Diocesano dos Cursilhos de Cristandade (MCC) do Ano Pastoral 2025/2026, que teve lugar no Centro Pastoral Paulo VI, em Darque, no passado dia 19 de janeiro, em que apresentou o tema: “Ide e ensinai todos os Povos” (cf. Mt. 28,19) – Os cursilhos de cristandade ao serviço da evangelização numa Igreja Sinodal e Missionária.
Perante uma assembleia composta maioritariamente por cursistas oriundos dos vários Arciprestados da Diocese, D. João Lavrador começou por sublinhar o sentido de Diocese, afirmando que “se assiste a um desconhecimento da Diocese pela existência de centros de interesse e capelinhas” e alertando para a necessidade de “pugnar que as pessoas tenham consciência da referência que constitui a Diocese”.
Ao abordar o tema central da sessão, o Bispo diocesano desafiou os cursilistas a serem “fermento no meio do mundo”, anunciando Jesus Cristo. “Os novos areópagos são as paróquias e as comunidades onde vivemos”, referiu, acrescentando que “a Igreja não vive para si mesma, vive para estar no mundo”.
D. João Lavrador destacou ainda que “o cursista está ao serviço da Evangelização”, explicando que “isto parte de uma forte experiência espiritual”. “Todo o que se encontra com Cristo vive na alegria esfusiante, num cristianismo que vertebra, estando atentos às preocupações e necessidades das pessoas”, acrescentou, reforçando a importância da conversão pessoal e da vivência do Evangelho: “Que todos os cristãos se convertam a Cristo vivo, vivendo o Evangelho e se tornem exemplo e testemunhos de Cristo vivo”, afirmou, sublinhando que os cursilhos de cristandade lembram a toda a Igreja que este é “um movimento espiritual, integrado na comunhão da Igreja e ao serviço de todos”.
O Bispo recordou ainda o papel dos leigos na evangelização, destacando que a sua missão é “tornar a Igreja presente onde só eles têm essa possibilidade”.
Sobre o apostolado associado, D. João Lavrador explicou que ele se realiza em grupo ou Movimento e consiste em “levar todas as criaturas às realidades de Jesus”, destacando que esta é uma das vertentes fundamentais dos cursilhos de cristandade. “Evangelizar deve ser profundo, não apenas decorativo. A Igreja precisa de conhecer e respeitar a cultura do meio em que se integra”, ressaltou.
No contexto da Diocese de Viana do Castelo, o Bispo apontou para a importância de oferecer o Evangelho integrando e inculturando a vivência cultural do Minho. “O amor inflamado é fundamental para evangelizar, sabendo para onde vamos com vigor e entusiasmo. A Igreja não pode guardar para si a riqueza recebida nos anos de Cristo, mas levá-la a todos, como se fosse a primeira vez, com o mesmo entusiasmo dos Apóstolos”, afirmou.
Por fim, destacou que, mesmo em tempos de rápidas transformações, é “essencial que as novas realidades vivam com um objetivo comum e respondam aos sinais dos tempos”. “Sede evangelizadores da Europa, fundamentalmente com bases sólidas do Espírito”, recordou, encerrando a sessão com a exortação bíblica: “Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova a toda a criatura”.
Por José Borlido