D. João Lavrador alerta para “crise de esperança” na sociedade em procissão do Sagrado Coração de Jesus em Viana do Castelo

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A Procissão Diocesana ao Sagrado Coração de Jesus reuniu este fim de semana milhares de fiéis em Viana do Castelo, num percurso de fé que terminou na Basílica Menor do Sagrado Coração de Jesus. A celebração foi presidida por D. João Lavrador, que alertou para a “crise de esperança” na sociedade contemporânea e deixou um apelo à renovação da vida cristã e ao reforço das vocações.

Partindo do Evangelho em que “Jesus, ao ver as multidões, encheu-se de compaixão porque andavam fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor”, o Bispo diocesano sublinhou que esse olhar de compaixão deve marcar a Igreja e o mundo atual. “A compaixão deve ser a marca do nosso ser e do nosso atuar como discípulos de Jesus Cristo”, afirmou, defendendo que a realidade contemporânea é marcada por “falta de esperança, vazio e perda do sentido da vida”.

D. João Lavrador alertou ainda para a escassez de “verdadeiros pastores”, não apenas na Igreja, mas também na sociedade em geral, incluindo educadores, pais e agentes pastorais. Nesse sentido, defendeu a necessidade de uma formação espiritual mais profunda e de uma vida centrada na oração.

O prelado retomou ainda referências ao Papa Francisco e à encíclica dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, bem como a São João Paulo II, para sublinhar a identidade do sacerdote como “homem de Deus” e figura chamada a conduzir à fé e à esperança.

Num dos pontos centrais da homilia, o Bispo reforçou o apelo às vocações sacerdotais e à gratuidade da missão cristã, citando a expressão evangélica. “Recebestes de graça, dai de graça”, defendendo uma Igreja “missionária e desinteressada”, centrada no serviço.

No final da Eucaristia, o Pe. Armando Dias deixou ainda um apelo à valorização e requalificação do Santuário, defendendo o envolvimento de entidades públicas e privadas na melhoria das condições do recinto, sublinhando o seu potencial religioso, cultural e turístico.