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Bispo de Viana do Castelo apela à fraternidade e à solidariedade perante o sofrimento no mundo
O Bispo de Viana do Castelo, D. João Labrador, apelou à solidariedade, à fraternidade e à defesa da dignidade humana durante a celebração em honra de Nossa Senhora das Dores, na Igreja Matriz, em Ponte de Lima. Na sua intervenção, o prelado destacou a necessidade de olhar para o sofrimento provocado pelas guerras, pela violência e pela pobreza, colocando a compaixão no centro da vivência cristã, defendendo que a fé deve traduzir-se numa resposta concreta às dificuldades enfrentadas por quem mais precisa.
artindo da mensagem do Papa Leão XIV sobre a Exaltação da Santa Cruz, o bispo sublinhou que Jesus Cristo assumiu o sofrimento da humanidade e se colocou ao lado dos “mais humilhados e oprimidos”. “Tomou sobre si o ódio e a violência do mundo para compartilhar o destino de todos aqueles que são humilhados e oprimidos”, afirmou.
Na homilia, D. João Lavrador relacionou a mensagem da cruz com os desafios da sociedade atual, marcada, segundo afirmou, por “guerras”, “violência”, “desespero” e “desumanidade”, destacando, por isso, que a “cruz de Cristo” deve estar presente nas decisões, nos valores e nas opções da sociedade.
A cruz foi apresentada como símbolo de uma resposta baseada no amor, na misericórdia e na solidariedade. O Bispo considerou que, numa sociedade marcada pelo poder, pela violência e pela procura do domínio sobre o outro, é necessário recuperar uma visão centrada na dignidade humana. “É da cruz de Cristo que surge o grito dos condenados, dos injustiçados, dos famintos, dos desprezados, dos simples e dos pobres”, afirmou.
O prelado destacou, ainda, a importância da fraternidade, da justiça e da igualdade como caminhos para uma nova humanidade: “À luz do amor e da Cruz brota a misericórdia, a compaixão e a caridade para com os mais humildes da terra”, afirmou.
A figura de Nossa Senhora das Dores ocupou, também, um lugar central na intervenção. O Bispo diocesano apresentou Maria como exemplo de fé e de compaixão, destacando a sua permanência junto à cruz de Cristo perante o sofrimento, reforçando que “esta é a prova da compaixão: Ficar junto à cruz”, afirmou, defendendo uma fé que não permaneça apenas no plano abstrato, mas que se traduza em solidariedade com quem sofre.
No final da celebração, deixou ainda uma oração pelas famílias, pelos jovens, crianças e idosos, pelos migrantes, pelos trabalhadores e desempregados, pelos excluídos e por todos aqueles que enfrentam situações de sofrimento. O bispo pediu igualmente proteção para o município de Ponte de Lima e para os limianos.