NOTÍCIAS

DIOCESE DE VIANA DO CASTELO

Semana contra a discriminação

Ponte de Lima lançou inventário de peças de religiosidade popular

Guias da região de Viana do Castelo

Encontro de Espiritualidade para Catequistas



O Secretariado Diocesano de Catequese promove, no próximo dia 8 de Março, um Encontro de Espiritualidade para todos os catequistas, no Centro Social e Paroquial da Correlhã, Ponte de Lima, a partir das 21h.
O Tema deste encontro será: «O Credo», sendo orientado pelo Diácono Cristopher Sousa.  

Dia Cáritas diocesano assinala-se em Valença


Igreja quer católicos com intervenção

O Dia Cáritas, na Diocese de Viana do Castelo, por questões de agenda, será assinalado este domingo (dia24) na cidade de Valença com a constituição de um Núcleo Inter Paroquial da Cáritas naquele arciprestado.
D. Anacleto Oliveira, durante a celebração eucarística, pelas 11h30, na Igreja de Santo Estevão, no interior das muralhas, dará posse à direcção local, na presença de alguns dos responsáveis diocesanos.
A direcção deste novo núcleo na diocese será constituídas pelo Jorge Manuel Esteves Santos Silva, da Paróquia de Ganfei e Paróquia de Valença (Presidente);

Maria Salomé Pereira Queiroz Martins, da Paróquia de Valença (Vice-Presidente);
Aurélia da Conceição Costa Torres, da Paróquia de Valença (Secretária);
Inês Rita da Silva Ferreira, da Paróquia de Valença (Tesoureira);
Maria Arminda Monteiro Gama, da Paróquia de Ganfei, Maria Armanda da Cunha Barbosa, da Paróquia de Cerdal e Joaquim José Torres Veiga, da Paróquia de Gandra (Vogais).
Os responsáveis diocesanos sublinham o facto de actualmente "muita gente" depender da "acção generosa e solidária", enfatizando que graças à partilha das gentes do Alto Minho, no ano transacto a Cáritas Diocesana apoiou 2 049 famílias, correspondendo a 6 286 pessoas, uma intervenção que traduzida em euros ascende a mais de 60 mil.
De segunda-feira, dia 25, até ao dia 6 de Março, nas diferentes sedes dos arciprestados vão decorrer peditórios de rua, muitos deles coincidentes com os dias de feira na localidade.

Presença interventiva
O presidente da Comissão Episcopal responsável pela Pastoral Social alertou para a necessidade de os católicos portugueses terem uma presença “interventiva” perante enfrentar a actual crise económica, propondo um “novo modelo de sociedade”.
“Os sinais que os tempos nos oferecem interpelam-nos, pedem a nossa responsabilidade, exigem o nosso compromisso. Como cidadãos e cristãos nunca poderemos alhear-nos das condições de vida das pessoas e dos problemas da sociedade”, escreve D. Jorge Ortiga, na sua mensagem para o Dia Nacional da Cáritas 2013, que se celebra no próximo dia 3, em volta do tema ‘Fé comprometida. Cidadania activa’.
O arcebispo de Braga diz que esta celebração deve “favorecer uma maior consciencialização sobre o lugar que a caridade deve ocupar nas nossas vidas e reforçar a coragem duma indispensável presença interventiva na sociedade.”.
“É mais fácil permanecer no imobilismo, na desconfiança ou até num certo saudosismo do passado do que abrir-se à novidade de estilos de vida diferentes, de decisões estruturais indispensáveis, de compromissos voltados para futuro”, alerta.
O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana apela a um “compromisso da fé através duma cidadania activa, atenta às responsabilidades da hora presente, convicta da força transformadora dos gestos e dos sinais que, como expressão da fé, apontam para uma humanidade renovada”.
O arcebispo de Braga conclui com os votos de que “a relação entre as pessoas e o funcionamento das estruturas da sociedade consigam ser expressões mais consentâneas de um mundo onde vale a pena viver”.

Padres seculares desafiados à vida em comunidade

Nomeações sacerdotais



O padre José Correia Vilar foi nomeado Administrador Paroquial de Beiral do Lima e Gondufe, arciprestado de Ponte de Lima, até que outra solução jurídico-pastoral seja dada em tempo própria, mantendo todos os ofícios pastorais que detém.
O padre Alfredo Domingues Sousa foi nomeado Administrador Paroquial de são Tiago de Vila Nova de Anha até que outra solução jurídico-pastoral seja dada em tempo própria, mantendo todos os ofícios pastorais que detém.
Ambas as nomeações decorrem do falecimento dos párocos, respectivamente, os padres Manuel Machado e Alípio Silva Lima.

Fazer memória na edição 25 das Jornadas Teotonianas

Estado Social e Sociedade Solidária em debate


O Secretariado Diocesano Acção Social e Caritativa promove no próximo 7 de Março uma jornada diocesana que visa reflectir acerca do "Estado Social e Sociedade Solidária" numa altura em que os Governantes se propõem "refundar" precisamente o Estado Social com um corte muito avultado de verbas.
No auditório do Centro Paulo VI – Darque esta problemática vai ser abordada de diferentes ângulos e com a participação de personalidades diversas por forma a corresponder às expectativas dos destinatários que são os directores, técnicos, colaboradores e voluntários de Instituições Particulares de Solidariedade Social, estudantes, Conferências Vicentinas, Misericórdias e comunidade em geral.
Durante a manhã, a partir das 9h, intervém o padre Lino Maia, presidente da CNIS, para falar da "Igreja na Intervenção Social". Esta abordagem será complementada pela palestra acerca de "O Evangelho e a Pastoral Social" proferida por Joaquim Neves.
A última intervenção da manhã está a cargo do Presidente da Cáritas Portuguesa. Eugénio da Fonseca interroga-se acerca do futuro do Estado Social
Depois do almoço, a partir das 14h, alarga-se o leque de intervenções com a particpação de representantes de instituições com responsabilidade e intervenção no âmbito do concelho e distrito de Viana do Castelo. No debate sobre "Práticas de Solidariedade – Luta por uma sociedade solidária" intervêm Ivone Lima e Carla Alves, em nome do Centro Regional da Segurança Social de Viana do Castelo; Ana Margarida Silva, vereadora e responsável pelo Banco Voluntariado da Câmara Municipal de Viana do Castelo; Maria de Fátima Cortez, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Viana do Castelo; José Machado, presidente da Cáritas Diocesana de Viana do Castelo; José Amadeu Esteves, do Conselho Central Vicentino de Viana do Castelo; Vitorino Reis, da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo; Isabel Fernandes, do GAF - Gabinete de Apoio à Família; e o representante de uma IPSS - Centro Social e Paroquial. Este leque de reflexões vai ser coordenado por Carlos Aguiar Gomes.
Na justificação da temática escolhida para esta Jornada, os promotores recordam a propósito o que escreveu o Bispo Diocesano, D. Anacleto Oliveira, na sua Carta Pastoral: “sem a Solidariedade, proposta nomeadamente pela Doutrina Social de Igreja, não há Estado Social que nos valha".

Ministros da Comunhão devem levar Cristo vivo na própria vida


Instituídos 34 novos Ministros Extraordinários da Comunhão em Encontro Diocesano

O Bispo de Viana do Castelo exortou os Ministros Extraordinários da Comunhão, em particular aos 34 novos instituídos no encerramento do Encontro Diocesano de Pastoral Litúrgica, que "não basta ter mãos limpas e cerimónia bem feita", mas que o essencial é "levar Cristo no coração, levar Cristo vivo na própria vida".
Na homilia da Eucaristia, com que culminaram dois dias de reflexão acerca "Da Fé professada e celebrada à Fé vivida", o Bispo Diocesano sublinhou que os Ministros Extraordinários são para os que "estão fora", isto é, para aqueles que não podem participar na assembleia da comunidade celebrante, sendo que o "acto de ir, o tempo gasto, os meios empregues" fazem parte do próprio Cristo que se "oferece ao vivo".
D. Anacleto Oliveira começou por referir que todos os instituídos foram convidados por Aquele que convidou Pedro e os demais Apóstolos, o mesmo que se manifesta em cada Eucaristia, "pujança de amor", e alarga a sua vida de Ressuscitado àqueles que comungam.
Ao longo de dois dias, mais de meio milhar de homens e mulheres do Alto Minho, empenhados nos mais diversos ministérios laicais na respectivas comunidades, tiveram oportunidade de reflectir acerca da fé que professam e celebram e procuram levar para o quotidiano da sua existência.
Descontruindo o pensamento actual nacional enredado na crise, seja ela de que tipo for, César das Neves foi peremptório em sublinhar que "a fé é mais importante que a crise" e que por isso importa recentrar o pensamento e a acção.
Para os cristãos a crise leva a que se foquem no amor, na caridade, por forma a ir ao encontro das pessoas no concreto das suas necessidades, abrindo à partilha e abrindo-se à esperança tão arredada da vida nestes tempos.
Mais difícil do que não ligar à crise é ter a consciência que "não há crise". "Só quem acha que isto vai sempre correr bem é que se indigna com a crise" porque, reafirmou, "não há crise, há é penitência, redenção, cruz". O que sobra de discurso sobre a crise, falta em "fé" e "oração" pedindo "ajuda para fazer" a mudança da situação.
O tópico da confiança já havia sido abordado pelo padre José Frazão Correia, na intervenção "Pensar a fé", frisando que "a fé é uma experiência muito elementar de confiança" que dá "fisionomia" à experiência. Propondo percorrer o caminho do discípulos em direcção a Emaús, este sacerdote Jesuíta salientou que aquele que se abre à graça, a fé inscreve-se "visceralmente" na sua existência. Trata-se de percurso de descoberta, com os seus dramas e desilusões, muitas vezes na lentidão do passo, até reconhecer Cristo. Não basta, referiu, repetir que se conhece ou que se reza o credo. "A minha vida tem de vibrar nesse reconhecimento" ao jeito de uma declaração de amor, comparou.
Frazão, aludindo à linguagem da actual crise, salientou que usa terminologia muito próxima do discurso da fé porque "o tempo que vivemos é de falta de crédito e, curiosamente, significa falta de confiança".
Prosseguindo a reflexão a partir de outro tópico, o padre Francisco Couto enfatizou a necessidade da fé "ser experiência" realizada com aqueles que "como nós caminham, respondem e fazem comunhão". A fundamentação da afirmação advém do facto da "fé do indivíduo estar ligada à comunidade" pois o seu conteúdo chega pelos outros viventes.
A fé, reforçou, "não é apenas crer nas coisas que Deus revelou, mas é crer n'Ele", celebrando-a em "diálogo íntimo" ao longo da vida.
Sílvio Couto alertou, a propósito de "Viver a fé", que ainda se cultiva muito o "sino", no sentido de uma exterioridade de rituais muitas vezes vazios de significado, e pouco o "sacrário", num tempo de intimidade e adoração que leve à "conversão", processo incabado. Apontando para gestos concretos de vivência deste tempo da Quaresma, o padre Sílvio Couto pediu "renovação em tradição" na forma de viver a caridade, pessoal, familiar e na comunidade, inovar nos sinais da caminhada e abrir aos de fora cuidando do acolhimento. Terminou com uma questão: "quem me conhece dirá que sou um Homem de fé?"
No segundo dia de reflexão, as atenções concentraram-se na preparação e cuidado em "Cantar a fé" e na apresentação de algumas vivências concretas da experiência da fé pela boca, vida o obra de um pintor, de uma jovem família cujo agregado é composto pelos pais e duas filhas, por uma catequista no seu ministério de ensino sistemático de conteúdos da fé e por um jovem trabalhador num departamento de uma Câmara Municipal.
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